Ação da Patrulha Maria da Penha
A Patrulha Maria da Penha, parte da Guarda Municipal de São Gonçalo, tem ampliado suas operações para garantir a segurança das mulheres no município. Esta unidade é especializada no atendimento a casos de violência contra mulheres, oferecendo suporte em situações de agressão e ameaças. As ações incluem a proteção de mulheres que possuem medidas protetivas de emergência, permitindo um acompanhamento direto e monitoramento contínuo das vítimas, integrando-se à rede de serviços que combatem a violência de gênero.
Sistema de Apoio às Vítimas
A Subsecretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, em colaboração com a Secretaria de Assistência Social, desempenha um papel crucial no apoio às vítimas de violência por meio de um sistema de acolhimento e assistência. Este suporte é multifacetado, abrangendo desde o atendimento imediato até encaminhamentos a serviços de saúde e assistência jurídica, garantindo que as mulheres recebam a ajuda necessária em situações de crise.
Reforço na Segurança Pública
No decorrer de 2025, a Patrulha Maria da Penha registrou mais de 70 ocorrências de violência doméstica. Essas ações não só envolvem a proteção física, mas igualmente a assistência em termos de encaminhamentos aos serviços de saúde, como hospitais e unidades psicológicas. Além disso, atividades de suporte ao Conselho Tutelar e à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) são parte integral do trabalho, resultando em seis detenções relacionadas a incidentes de violência.

Atendimentos Realizados em 2025
O Centro Especial de Orientação à Mulher (CEOM) Zuzu Angel, situado em Neves, proporcionou mais de 3.000 atendimentos relacionados a diferentes formas de violência, incluindo física, psicológica, moral, patrimonial e sexual. Este centro conta com uma equipe multidisciplinar composta por psicólogos, assistentes sociais e advogados, criando uma rede de suporte eficaz para as mulheres que buscam ajuda.
Centro Especial de Orientação à Mulher
O CEOM realiza um atendimento abrangente e integrado, onde mulheres podem encontrar um ambiente seguro e acolhedor. As profissionais do centro atuam para garantir que cada atendimento seja dirigido às necessidades específicas das atendidas, oferecendo serviços como apoio psicológico e acompanhamento jurídico, criando um espaço de escuta sensível e respeitosa.
Importância da Sala Lilás
A Sala Lilás, um espaço que opera em parceria com o Tribunal de Justiça, é um ponto de referência essencial para o atendimento de mulheres vítimas de violência. Localizada no Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó, a Sala Lilás atendeu mais de mil mulheres em 2025. Este serviço se destaca pelo cuidado e humanização no atendimento, buscando tornar o processo de coleta de provas menos traumático para as vítimas.
Capacitação para Mulheres Empreendedoras
Outra vertente relevante é a capacitação oferecida pela Subsecretaria por meio do curso “Lidera Mulher”, que foi realizado em parceria com o Sebrae. Este programa visa a independência econômica das mulheres e teve sucesso em formar 480 novas empreendedoras em 2025. O curso abrange temas práticos relacionados ao empreendedorismo, fornecendo ferramentas valiosas para o desenvolvimento de negócios.
Cursos Oferecidos pelo Sebrae
Os cursos disponibilizados pelo Sebrae abordam aspectos fundamentais do empreendedorismo, como técnicas de venda, estratégias de marketing digital e formalização como Microempreendedora Individual (MEI). Essa formação não só promove a inserção das mulheres no mercado de trabalho, mas também impulsiona a autoestima e a autonomia, fatores essenciais para a superação da violência.
Canais de Denúncia Disponíveis
Para combater a violência contra a mulher, é vital que existam canais de denúncia acessíveis. As mulheres podem utilizar os seguintes números:
- Disque 180: Central de Atendimento à Mulher
- Disque 190: Para situações de flagrante
- Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM): buscar auxílio direto
Como Denunciar Violência Contra a Mulher
É fundamental que as vítimas saibam como proceder em situações de violência. Elas devem contatar os serviços de emergência imediatamente, se necessário, e procurar a DEAM ou um centro de apoio especializado. A denúncia é um passo crucial para romper o ciclo de violência e garantir a proteção das mulheres e suas famílias. Além disso, o apoio da comunidade e de amigos pode ser decisivo para incentivar a denúncia e o acesso aos serviços de proteção.


